sábado, 10 de abril de 2010

Obrigado por nada

Há algum tempo voltei a fazer aulas de inglês. Foi uma boa idéia, acabei tirando a ferrugem do idioma, e o aprimorei um pouco mais. Desde o segundo semestre do ano passado, minha professora é uma americana nativa. Ela estava grávida, e tirou licença em outubro. Agora, em março, ela voltou a dar aula, mas, de repente, ela saiu da escola. Ontem, a diretora conversou com minha turma para explicar a situação. Foi um esclarecimento juntamente com um desabafo.
Quando essa americana chegou ao Brasil, ela procurou a escola de inglês para tentar uma vaga de professora. Ela estava passando por algumas dificuldades, e a escola resolveu ajudá-la. Mas, pouco tempo após a contratação, ela diz que está grávida. Para não fazer uma desfeita, eles mantiveram o contrato, pagaram a licença-maternidade, tudo certo.
Mas agora, do nada, essa professora liga para a secretária da diretora e diz que não vai mais continuar a dar as aulas, sem maiores explicações.

Momento desabafo da diretora (palavrões incluídos por mim sem o menor escrúpulo): Porra, essa vadia chega no Brasil, sem ter merda nenhuma, e vem pedir ajuda. A gente, na maior boa vontade, acolhe essa infeliz,, que pouquíssimo tempo após ser contratada, se mostra grávida. A gente paga licença-maternidade, tem que contratar outro professor pra tapar o buraco que ela deixou na grade de aulas, e agora ela sai sem dar a mínima satisfação?? Agora, a grade de professores e horários de aula estão um caos. Até porque o aviso prévio foi pro cacete. Não se trata de prejuízo financeiro, se trata de ingratidão. Pode ter certeza: NENHUMA empresa contrataria uma gringa grávida. Aliás, na maioria das entrevistas de emprego, eles perguntam às mulheres "Você planeja ter filhos?", pois não querem contratar e logo depois se preocuparem em colocar um substituto. Querendo ou não, na licença-maternidade, o empregador paga duas vezes.
Moral da história: cuidado com americanas que vem pedir emprego pra você.

PS.: pelo amor de Jesus, mulheres, eu não estou jogando pedras em vocês. Só contei um caso que não é necessariamente a regra.

4 comentários:

Mala disse...

Sempre fui muito criticado por defender o ponto de vista das empreses na questão "maternidade", pois pra mim isso tem que ficar estabelecido em contrato, "pacta sunt servanda"(liberdade de estabelecer contratos) não pode ser ignorada ao bel prazer do legislador para por protejer uma parte "dita" mais fraca.
Agora isse caso ai ta mais pra aproveitadora mesmo, essa mulher agiu completamente de má fé, mas a justiça do trabalho brasileira não encherga desse modo.

cHiPs disse...

Cara... parte "dita" mais fraca... sim, concordo. É mais fraca.
As empresas em geral ganham MUITO dinheiro em custa dos empregados. Temos que parar de achar que as empresas fazem um favor em empregar alguém...

Acho que não pode ser confundido a falta de ética e profissionalismo de alguém contratado com os direitos que ainda nos fazem ter vida além da empresa.

Almighty disse...

Muitos empregados abusam de seus direitos, mas não podemos generalizar. Filho da puta existe em qualquer lugar.

Fillipe Tesch disse...

Concordo com o Chips. A maioria das empresas ganham tanto dinheiro em cima das nossas costas que eles poderiam contratar uns 3 empregados pra fazer nosso trabalho e ainda assim teriam lucro.

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