quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Carisma

Na revista Harvard Business Review do mês passado, saiu uma entrevista bem interessante com um cara chamado Alan Pentland. Ele dirige o Human Dynamics Lab do MIT, nos EUA. Ele comandou um estudo que mostra como o carisma pode influenciar.
É claro que uma pessoa carismática, que fale bem, se expresse com clareza, será melhor sucedida. Porém, a grande questão é que, segundo o estudo de Alan Pentland, o modo como nos expressamos pesa mais que o teor do discurso. Numa apresentação de projetos, por exemplo, sem ouvir as propostas, há como saber quem vencerá. Isso apenas analisando o modo como essas pessoas se expressam - tom de voz, gesticulação, expressões, proximidade com os outros etc. Isso é o que Pentland chama de sinais honestos, que são pistas não-verbais.
Além disso, triunfará aquele que falar mais e que também ouvir mais. Deve haver um contato com as pessoas, cara a cara, para captar sinais dos outros. A pessoa não é carismática apenas pelo que ela projeta, mas também pelo que ela desperta nos outros indivíduos.
Pergunta-se: esse estudo tem fundamento? Segundo o próprio Alan, seu índice de acerto foi de 87% - lembrando que ele não leu nem ouviu as apresentações dos candidatos. Só analisou os sinais honestos.
Os estudos científicos envolvendo o comportamento humano, por mais embasados que sejam, são meio que subjetivos. Afinal, não é possível definir um padrão 100% preciso. Mas, de qualquer forma, podemos tirar algum proveito disso. Carisma tem, e sempre terá, muita força nas relações humanas.

1 comentários:

Mala disse...

Vo dar uma boa lida nesse trabalho antes de apresentar meu TCC, 87%?!!? é melhor do que qualquer nota que eu ja tirei na vida!

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