domingo, 11 de outubro de 2009

Vestir a "camisa" ou a "camisa-de-força"?

Durante o expediente, na correria - digna de maratonistas - da corporação, onde as metas geralmente são quenianas, ocorre uma conversa onde o assunto de debate é: interesses individuais versus interesses da empresa.
De um lado, são apontados problemas em que interesses individuais de alguns, atrapalham os interesses individuais de outros, em um paradoxo, onde, interesses por interesses, prevalecem aqueles que o fazem chegar mais perto dos quenianos. De outro lado, é defendida a política de boas práticas de gestão, embasadas nas teorias da administração, que, dentro da visão corporativa, são mais do que corretas.

Contudo, Nicolau Maquiavel se torna deus no momento em que são notados os meios através dos quais se chega à visão corporativa voltada ao resultado, e agora, percebe-se as seguintes opções: ou você aproveita (e busca) as oportunidades que lhe aparecem para exercer seu individualismo a favor do resultado que a empresa quer, ou trabalha para o individualismo dos outros. Afinal, o resultado corporativo, nada mais é do que a soma dos resultados individuais, simples como 1+1=2; pois o conceito de “equipe” é tão utópico quanto o socialismo científico, e a palavra, é usada amplamente por ser moda.


Nesse momento, onde deveria escolher entre "Maquiavel" ou “Chica da Silva”, nasce um suspiro de uma personalidade que estava esquecida no meio da guerra de interesses, e diz: Afinal, pelo que você está discutindo? Por que está levantando uma bandeira que nem é sua? Vale a pena lutar (e morrer) por essa idéia?

Daí vem à mente a história do homem de bem, policial, que trabalhava numa grande cadeia, e acabou preso na mesma cadeia depois de anos, após assassinar sua família; e também, a moral da história: Se você convive muito tempo com monstros, você acaba se tornando um deles.

Afinal, quem precisa de quem? Até onde vamos nos tornar “metamorfoses ambulantes” moldadas pelos interesses de uma empresa? De um sistema? Por interesses individuais que nem são nossos de verdade?

E você? Luta pelo quê? Já achou uma idéia pela qual vale a pena morrer?


*Texto que escrevi a tempos atrás, mas penso que continua atual e que valia a pena ser re-postado.

1 comentários:

Fillipe disse...

Eu nunca trabalhei em uma grande empresa pra trabalhar "em equipe". Até hoje, todos os projetos que peguei pra trabalhar, fiz praticamente tudo sozinho.
Mas acho besteira dar o corpo e a alma por algo que não vai ser seu. Você vai trabalhar igual um condenado pra chegar no fim do mês e receber apenas o seu salário de cada mês e, quem sabe, uma pequena quantia da divisão dos lucros da empresa no final do ano. Mas pode ter certeza que alguém está levando muito mais com isso.
Eu acho legal ter o próprio negócio. Tenho um plano A e um plano B para meu futuro: ter um emprego público MUITO bom ou/e fundar uma empresa. Lógico que fundar uma empresa não é coisa fácil, é preciso experiência no meio corporativo, e acima de tudo, conhecer muita gente. Mas acredito que este é o caminho.

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