terça-feira, 6 de outubro de 2009

Cegueira de c* de burro

Boa noite amigo(a)(os)(as),

Saibam quantos este post virem, que aos seis dias do mês de outubro de dois mil e nove (06/10/2009), para estrear minha estréia aqui no blog (pleonasmo owns), venho dizer mui respeitosamente, na presença de V.Sa, que sou um puta preguiçoso. Tenho sempre histórias para contar, mas falta braços para digitar, por isso em breve poderei estar videoblogando, pois um gesto vale mais do que mil palavras, sempre.

Enfim, vim falar de vocês da tal cegueira de cú de burro (perdoem-me o jargão), não estou preocupado com o que você pensa de mim, a não ser que você seja meu patrão (ou patroa), e olhe lá, hein!
E falando em patrão, quem aqui nunca teve um daqueles sermãos lindos, sobre o dia em que você deixou de fazer hora besta porque tinha um compromisso inadiável e disse para seu queridíssimo cliente que naquele dia, em especial, seria impossível atendê-lo APÓS o horário de trabalho, pois o mesmo havia ligado 17:55 horas da (ainda) tarde e meu compromisso seria às 19:00 horas da já noite e jamais seria possível terminar o trabalho antes das 21:00 horas.
Pois bem, passados cinco dias seu queridíssimo patrão chega de viajem e o filho da égua do despachante do despachante do despachante do respeitado cliente resolve ir ao seu trabalho, como quem não quer nada com nada, dizer que não atendê-lo não foi uma sábia decisão pois foi o outro concorrente que fez o serviço, que convenhamos, custava R$ 30,00.
Passado o dia de serviço, eu, inócuo trabalhador e aspirante à patronagem, sou convocado para a sua sala para ouvir o famoso sermão: "-Se você não podia ir, porque não me avisou ou mandou alguém em seu lugar", o qual é replicado com "-Eu vi com os outros funcionários, mas todos tinham compromisso e o Sr. estava fora da cidade.", que é treplicado com "-Devia ter me ligado que eu voltava e fazia o serviço, já que você não quis". (frisei bem essa parte).
Ráááááá, gugu yéyé, parecia que todos os sinos e sinetas de Notre Dame estavam tocando dentro de minha cabeça. Se tem uma coisa que eu adoro é cinismo, ainda mais cinismo sem causa, que é o meu combustível diário de adrenalina no local de trabalho. Pelo amor de Deus, eu não quis ou eu não pude? São duas coisas totalmente distintas.
Aí entra a tal cegueira de cú de burro, já que ele não viu que já cheguei em casa meia-noite, por causa daquele mesmo cliente, que o mesmo não viu que eu já perdi horas e horas de almoço por causa de quem? Do digníssimo cliente, claro, e que por ironia do destino, naquele fatídico dia, eu tinha minha vida pessoal para cuidar, nada importante sabe, era apenas a minha vida, meus compromissos, minhas obrigações de fazer (ou não), não podendo fazer hora besta naquela noite, pois perderia meu compromisso e ainda teria meu salário descontado pela manhã do dia seguinte pelos míseros minutos que chegaria atrasado, só para ter mais um desconto indevido em meu contra-cheque. E tudo isso porque deixei de ganhar R$ 30,00.
Enfim, obrigado pelos peixes.

4 comentários:

Fillipe disse...

Existe uma teoria obscura da administração que diz que 10% dos seus clientes são responsáveis por 90% de seus lucros. Os outros geralmente são perda de tempo.

Almighty disse...

Seu chefe deve sofrer de uma doença que, se ele não falar merda com seus empregados, o coração dele pára de bater. Ou seu ego ficará murcho.
Para mais teorias sobre chefes, ouçam o BERMUDACAST 03 =D

Gregory disse...

Mas não é por isso que ele é chefe?
Por não fazer o trabalho e ainda colocar o cliente contra a equipe? lol
Pode até ser chefe, mas não sabendo liderar, fica difícil.

Darth Vader disse...

Concordo totalmente com o que foi postado. Não importa a quantidade de vezes que você se excede no trabalho. A primeira vez que você nã puder ferrará toda auma vida de trabalho!

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